mBraining no tratamento da depressão

Quando decidi fazer a formação em mBraining, eu já estudava Neurociência. Foi, exatamente, a minha curiosidade que me levou a acrescentar essa linha de conhecimentos aos meus estudos de gestão.

Algo que percebi durante a minha prática de coaching executivo e mentoria é que o líder não está dissociado dos seus problemas de saúde mental. O transtorno de ansiedade, a depressão, o trantorno obsessivo compulsivo, entre outros, afetam a sua rotina profissional.

Um cliente relatou que estava tendo dificuldade em organizar um encontro importante, devido à sua própria negatividade e preocupação com os desdobramentos da atividade. Isso demonstra, claramente, o quanto um sintoma leve de depressão pode afetar os resultados de um trabalho simples. Em situações mais severas, o executivo pode ficar completamente paralisado e sequer conseguir se levantar da cama, até mesmo para comer. O sono, a apatia, o desinteresse por qualquer assunto o atingem de uma forma que o surpreende e choca, mas ele não tem as forças para lidar com as barreiras da doença. Um trabalho consistente e multidisciplinar precisa ser realizado para alterar as condições.

Mas, o que o mBraining pode fazer para ajudar?

Primeiramente, o mBraining pode ser executado até mesmo com quem tem pouca disposição para o diálogo, o que é comum nos quadros de depressão. Além disso, ele faz uma visita nos três cérebros a fim de identificar o foco dos problemas principais. Nessa perspectiva, ele busca um tratamento que reflete na causa, e, a partir daí, torna possível o alinhamento dos três cérebros para que o profissional que está sofrendo de depressão ganhe estímulos para agir, como por exemplo, sentir-se estimulado a tomar um remédio prescrito pelo psiquiatra ou iniciar uma caminhada no parque.

Como diz Carly Fiorina, “You have to master not only the art of listening to your head, you must also master listening to your heart and listening to your gut“, que significa que

Você tem que dominar não apenas a arte de ouvir a sua cabeça, você também deve escutar o seu coração e o seu intestino.

Uma pessoa, por exemplo, carente e que sente falta de encorajamento por parte dos seus superiores hierárquicos, em uma crise de depressão pode começar a se sentir emocionalmente desinteressado no cumprimento das tarefas. No entanto, ao se recuperar, ele pode começar a sentir ciúmes, inveja ou, minimamente, uma insegurança emocional em realizar o trabalho, necessitando de estímulos externos, como elogios e cumprimentos pelas tarefas realizadas.

A partir do alinhamento, o profissional passa a se sentir emocionalmente seguro, equilibrado e independente dos reforços positivos externos. Ele ganha uma neutralidade emocional para fazer a tarefa, com excelência, mas sem se preocupar muito com os feedbacks.

Imagine um cozinheiro que deve preparar vários pratos. Ainda que ganhar um estrela no guia Michelin seja importante para atrair mais clientes e ampliar o reconhecimento da sua marca, as pessoas que saboreiam a sua comida não precisam lhe dizer continuamente o quanto aprovaram o sabor e a aparência. Assim, como esse cozinheiro, os demais profissionais podem cumprir os seus deveres, sem se sentirem escravos de avaliações positivas. Os exemplos apresentados acima mostram como a dominância do simpático ou parasimpático refletem no comportamento, e por consequência, nos resultados atingidos.

Desse modo, é importante identificar 1) a vulnerabilidade em um dos três cérebros, 2) competências essenciais do cérebro ou cérebros vulneráveis para equilíbrio do parasimpático e simpático e, por fim, estabelecer um diálogo com os três cérebros para o seu alinhamento e desenvolvimento de sabedoria interior.

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1 comentário em “mBraining no tratamento da depressão

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