Filhos

Oportunidade para revisitarmos nossa própria história, fazermos as pazes com nosso passado, felicitarmos nossas vitórias, relembrarmos pessoas importantes e crescer junto com os pequenininhos.

Parabéns para aqueles que conseguem dar mais do que o básico (banho, comida, higiene) aos seus filhos, que conseguem dar presentes inesquecíveis que ficarão marcados em suas memórias para quando eles também aumentarem a família. Presentes não necessariamente comprados, mas descobertos como o valor do amor, do contato com a natureza, da amizade construída a partir do seu pequeno ninho, do respeito, da força interior revelada nas dificuldades… Ser mãe, ser pai é um exercício que revela nossa própria alma. Vamos aproveitar!

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Um comentário sobre “Filhos

  • Querida Adriana,

    podemos reflectir, voltar para trás lembrando tudo o que foi importante por nós , mas principalmente procurar fazer as pazes com o nosso passado, fechando todos aqueles parênteses da nossa vida em que nós cometémos erros. Não há nada de fazer: eu, aqueles parênteses, não consigo fechá-los: não consigo apagar da memória os meus erros. O seu artigo me encoraja a tentar de novo: o problema é silenciar o meu subconsciente que, como já aconteceu, torna a propor-me em sonhos certos episódios da minha vida que eu queria esquecer. A minha terapia e a de pensar no futuro, de concentrar-me naquele que chega, nos sonhos que eu queria mudar na realidade, de recomeçar a viver uma nova vida. Eu não posso dizer que fui um pai modelo: tenho a sorte de ter dois filhos maravilhosos, mas não sei se tudo depende pelas minhas escolhas educativas ou pela causalidade. Com certeza os meus filhos sofreram por causa das algumas minhas maneiras de pensar, ou dos castigos que eu apliquei-lhes. Mas em seguida eu penso que, no fundo, o sofrimento tempera o carácter e faz-nos entender muitas coisas. O amor é o fundamento das nossas acções e o diálogo é a expressão mais autêntica por demonstrá-lo. Precisamos dizer a alguém que nós a amamos, precisamos dizé-lo aos nossos flihos também. Ninguém ensinou-me a ser pai, não há uma escola por isso, e o testemunho dos nossos pais não sempre é apropriado à mudança dos tempos. Precisamos ser capazes de declarar os nossos erros, de dizé-los mesmo às pessoas que sofreram das consequências deles. Eis, talvez não errei nisso , pois, mesmo que atrasado, tive a coragem de escrever dizendo para eles que se eu pudesse voltar para trás lhes darei mais confiança, um pouco mais liberdade, tempo para falar, ficar junto, fazendo uma honesta e singela autocrítica. Eles me deram tanto, momentos de intensa alegria, e pensando no futuro, espero que eles também recebem pelos filhos deles o mesmo amor que eu tive. Onde está o justo e o erro não vou sabé-lo jamais. A única coisa que sei é que o que construímos juntos, com fadiga, é um tesouro imenso que vai além do exame circustanciado que cada um de nós se encontra de fazer mais vezes na sua vida. Para ti, Adriana, fica sempre o mérito de pôr o acento certo sobre as coisas importantes, e de mandar-nos parar e reflectir: quem faz isto, apesar dos próprios erros, faz a coisa certa. Eu julgo ainda oportuno sublinhar que o método que você está desenvolvendo através a metodologia de formação como consulente coach, com certeza faz a diferença em cada tipo de organização, incluída a esfera privada. Acrescento dizendo que esta metodologia funciona a distância também, como para mim, em que eu estou comunicando contigo da outra parte do mundo. Apesar da distância física consigo, de qualquer modo, tirando proveito de seus artigos e respostas.

  • Daniele,
    Obrigada por sua visita ao blog. Sempre há tempo para revermos nossas atitudes, não para nos paralisarmos no fracasso e na frustração, mas para buscarmos a transformação. A educação dos filhos envolve cultura, envolve nossa pouca experiência…Podemos “acertar nossas contas”com erros cometidos na paternidade ou maternidade com nossos filhos e futuramente com nossos netos. O importante é conhecê-los e encontrar uma nova fórmula. Meu filho me fez perceber que o caminho não eram os castigos, mas os prêmios, assim como nas organizações de sucesso. Mais do que o medo de perder, ele torce por ganhar, por sair vitorioso dentro de suas atitudes de respeito. As vezes erramos tentando acertar, mas os filhos reconhecem quando erramos por amor ou por pura covardia.

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