Holanda: inspirando e surpreendendo, no futebol e nas artes

A última das “vinhetas culturais” sobre os adversários do Brasil na Copa é a respeito da Holanda, aqui representada pelo pintor Vincent van Gogh…

Conhecida como o país dos moinhos de vento, das tulipas, dos tamancos de madeira e das bicicletas, a Holanda, além do traço poético, harmonioso e romântico, guarda consigo um lado despojado, marcado pelas políticas liberais, a cultura moderna e progressiva e a ousadia nos esportes e nas artes.

No futebol, a Holanda já surpreendeu o Brasil e o resto do mundo duas vezes: a primeira, em 1974, quando eliminou a seleção brasileira que defendia o título de campeã ganho em 1970 e, apesar de encantar a todos com seu jogo ousado e espetacular, não conseguiu ganhar a Copa; a segunda vez, nesta Copa de 2010, quando, jogando de maneira muito equilibrada, conseguiu vencer o Brasil, considerado favorito para ganhar o jogo e o título de campeão.

Nas artes, a Holanda chamou a atenção do mundo com vários pintores, entre os quais destaca-se Vincent van Gogh, que começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Em torno dos 20, foi morar em Londres e depois em Paris, onde conheceu importantes pintores da época como Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, mestres do impressionismo de quem recebeu grande influência, por uma técnica de pintura realizada ao ar livre (“plein-air”), fundada na reverberação da luz nos objetos, no aproveitamento das suas nuances coloridas ao longo do dia e na redução da paleta de cores utilizadas. Em vários de seus quadros, a paisagem se movimenta em sentidos variados e o contraste de cores marca suas telas de forma única. O sentimento que Van Gogh captava ao seu redor, conferia energia ao seu gesto carregado de paixão, marcado a cada pincelada na tela. Diante dos momentos mais difíceis, ele pintava de maneira compulsiva e frenética, desesperando-se diante da incapacidade de ser compreendido pelos seus contemporâneos.

A genialidade de Vincent Van Gogh somente foi reconhecida após a sua morte, que ocorreu em 1890. Hoje em dia, Van Gogh é considerado como o principal inspirador de várias tendências artísticas do século XX. Em vida, o artista holandês, que passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a miséria, vendeu apenas uma pintura, “O Vinhedo Vermelho” (que retratava uma paisagem da cidade francesa de Arles), por 400 francos. Em maio de 1990, uma de suas mais conhecidas obras, “O Retrato do Dr. Gachet”, pintado um século antes (justamente no ano de sua morte…), foi comercializado por US$ 82,5 milhões.

Inspirado pela arte de Van Gogh, o cantor e compositor americano Don McLean compôs, no outono de 1970, a música Vincent ( Starry Starry Night). Conforme ele próprio revelou, a música surgiu naturalmente nas cordas do seu violão enquanto estava lendo um livro sobre a vida de Van Gogh e observava uma tela do pintor holandês. No vídeo abaixo, a romântica melodia da música de Don McLean acompanha a exibição das sugestivas obras de Van Gogh e a triste história de vida do pintor holândes sublima-se nas palavras da letra e na beleza das imagens.

Para saber mais sobre obras do pintor: http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?lang=nl
Para saber mais sobre a música de Don McLean: http://www.don-mclean.com/vincent.asp

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