Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, debaixo da minha janela

[photopress:imagesCAG8V354.jpg,full,alignleft]Estou estudando, tentando finalizar um trabalho, quando escuto pai e filha conversando. Difícil não prestar atenção, até porque ele era o Lobo Mau e ela era a Chaupeuzinho Vermelho.

O pai estava sentado em uma calçada, e a criança, em pé no pátio, girando em torno dos seus quatro ou cinco anos de idade. Os dois brincavam e sorriam até que chegou a hora do Lobo correr atrás da menina após o famoso “É para te comer”, da fábula dos Irmãos Grimm. Eles desapareceram e me deixaram com a obrigação de compartilhar essa linda emoção.

E você, ainda sabe contar ou improvisar fábulas?

Um comentário sobre “Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, debaixo da minha janela

  • Infelizmente jamais eu soube improvisar fábulas à minha filha Mary quando ela tinha três anos e meio. Pelo contrario eu sabia contar as fábulas muito bem tão que ela ficava boquiaberto. Depois do jantar nós sentávamos-nos no sofá e ela punha-se bem pertinho de mim para ver as ilustrações do livro. Eu começava a contar: “Alguma vez viram um armário muito velho, enegrecido pela idade, todo esculpido com caules e folhas de trepadeiras?……..”
    Era o início da fábula “A pastora e o limpa-chaminés” de Hans Christian Andersen. Era a fábula preferida para ela, e sempre queria que eu lha contasse. Mary não sabia ainda ler, mas conheceva de memória todas as palavras e as repetia comigo. De repente eu mudava algumas palavras: em lugar de “pastora” eu dizia “bailarina” e em vez de “limpa-chaminés” eu dizia “príncipe” e assim de seguida. Ela parava-se, me olhava e começava a rir às gargalhadas dizendo-me: “não é assim a histórinha, você está errando”. Eu ria também sem conseguir continuar o conto. Assim até ao fim da fábula. Mary gostou tanto a minha iniciativa que desde aquele momento queria que eu mudasse sempre as personagens, os lugare e materiais. Nesta maneira a “bailarina” mudou de novo em “campesina” e o “príncipe” em “guerreiro”. Eu era sempre à busca de novas personagens e lugares. A minha fantasia era inesgotável: a sala de estar mudava numa cozinha e o Brigadeiro-General-de-Brigada …. mudava numa pessoa muito gentil e boa. O tempo passava feliz até Mary não caia de sono.
    Que lindo saber que ela ainda se lembra de tudo isto à idade de 34 anos.

    Quem não conhece esta fábula pode visitar este link:

    http://guida.querido.net/andersen/conto-06.htm

    Daniele

  • Ah que bom Daniele, passei por estas experiências com minha sobrinha e com minha filha, já inventei muitas histórias, modifiquei algumas e contei milhares de vezes às mesmas. Adoro contar histórias, tanto que virei contadora de histórias da Associação Viva e Deixe Viver – http://www.vivaedeixeviver.org.br, onde contamos histórias para crianças em hospitais públicos e privados. Algo muito gratificante, voltei a ser criança (não conta pra ninguém, mas nunca deixei de ser criança), e levo o mundo mágico das histórias infanto-juvenis pra nossas crianças carentes, carentes de afeto, afeição, atenção, de recursos, de entretenimento, de um pouco de cada, ou um montão de tudo.
    bjocas pra você..
    E pra você também Adriana, linda…maravilhosa…multi-talentosa.

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