Um novo olhar sobre a depressão

Emma Allen é uma artista plástica premiada com produções em diferentes mídias e uma profissional voltada às causas sociais. A Dra. Daisy Thompson-Lake é uma neurocientista clínica, doutoranda em neurociência pela Queen Mary University of London. Essas duas mulheres juntas, em quatro anos, criaram Adam, uma animação composta por quase 1.500 fotografias.

O curta-metragem, de dois minutos de duração, apresenta sequências de imagens, compondo vários motivos animados na cabeça de uma pessoa, de modo a ilustrar claramente como, em uma condição de depressão, as células nervosas e suas interações no cérebro geram determinados reflexos emocionais e comportamentais que causam desconforto e mal estar na própria pessoa. O objetivo do vídeo é promover a conscientização sobre a depressão como uma condição médica e não uma escolha.

Já escutei relatos de pessoas que acreditam que depressão é frescura de quem tem poucas razões concretas para se queixar, ou é uma desculpa de quem tem preguiça diante de compromissos ou não quer assumir seus próprios problemas e tomar atitudes para resolvê-los. Na verdade, a pesquisa científica, o conhecimento e a experiência dos médicos têm demonstrado que quem sofre de depressão, na maior parte dos casos, tem até vontade para decidir ou agir, mas, devido à sua condição psíquica e fisiológica, não tem lucidez, força ou capacidade suficiente para transformar essa vontade em ação. A depressão é, de fato, mais do que uma tristeza temporária. É uma doença que afeta a saúde física e mental. Quando ocorre, há um comprometimento das células nervosas (os “neurotransmissores”) responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro. Os fatores que causam o desenvolvimento da depressão são muitos, tais como a predisposição genética ou hereditária, algumas causas ambientais, a ocorrência de momentos estressantes na vida ou a perda de alguém importante. Assim como pode se desenvolver a qualquer momento da vida, a depressão também pode regredir até a cura, se for tratada de forma adequada para o contexto específico de cada pessoa.

Algumas pessoas já me perguntaram se uma pessoa com depressão pode fazer Coaching. A minha resposta é sim. Entretanto, o Coaching não vai curar a depressão. A pessoa que sofre de qualquer problema mais ou menos grave de saúde mental deve ser apropriadamente assistida por um profissional competente da área de Saúde, como médicos psiquiatras e/ou psicólogos. Para conquistar ou recuperar seu bem estar e a autoconfiança, essa mesma pessoa pode fazer o Coaching em paralelo, assim como pode e deve praticar exercícios físicos, ou contar com o acompanhamento de profissionais como nutricionistas e psicoterapeutas, cada um atuando dentro de sua área de conhecimento. O Coaching pode, por exemplo, ser um bom caminho para quem já vem sendo acompanhado e tratado por um psicólogo, no sentido de desenvolver competências úteis no âmbito da sua atuação profissional e, dessa forma, gerar atitudes, estratégias e ações para se destacar na carreira.

Uma pessoa que sofre de depressão, com o devido acompanhamento especializado, pode ter uma vida pessoal e profissional saudável, como qualquer outra pessoa. Pode assumir, inclusive, cargos de liderança. Portanto, assim como é importante investir no tratamento mais adequado, certamente é muito importante investir na mudança de atitude mental ou “mindset”, pois isso ajuda a reorganizar os pensamentos, estimular sentimentos e sensações de alegria, gerar ações transformadoras e evitar novas crises que afetem o bem estar de qualquer pessoa.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre como os recursos da Neurociência podem te ajudar no seu dia-a-dia, participe do curso Mindset de Sucesso, no próximo sábado 21 de julho, em Brasília.

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