Por que tenho tantos problemas?

Por que tenho tantos problemas? Por que fui escolhido para viver toda essa tragédia pessoal? Por que sendo tão bom para as pessoas, não tenho uma vida cheia de glória e alegrias?

Essas são perguntas comuns que escuto bastante, algumas vezes elas vêm dos meus coachees ou de pessoas com quem eles se relacionam. Chegam a mim, porque querem ajudar a si mesmos ou alguém a sair de uma situação difícil.

Nesse contexto, normalmente, abro a minha “caixa de ferramentas de Coaching” (hoje em dia já acesso fácil da minha “caixola experiente”) e começo a ajudar essas pessoas a ampliarem a sua visão do todo, a se questionarem mais e a identificarem as soluções oportunas para aquele turbilhão de problemas. Mas, hoje, resolvi fazer diferente aqui para os meus leitores. Vou dizer um pouco daquilo que eu mesma penso. Não porque sou Coach ou porque sou perfeita, mas porque sou humana e às vezes mega dramática também. Já subi em muitos palcos até mesmo como atriz. Estudei teatro e sei bem separar um bom drama da vida prática. Então, vamos lá!

A vida nem sempre vai ser perfeita. Muitos momentos vão requerer de você uma energia extra, o desenvolvimento ou aprimoramento de uma competência ou ainda uma maior conexão espiritual. Os desafios não escolhem uma raça específica ou alguém de uma determinada religião. Os desafios ocorrem para os menos ou mais favorecidos.

Hoje, por exemplo, peguei um congestionamento e, embora eu tenha saído com bastante antecedência para o meu compromisso, o tempo dentro do veículo começou a me preocupar. Percebi que chegaria atrasada, apesar de todo o cuidado que tive. Felizmente, foram poucos minutos de atraso, mas a minha meta era chegar antes do horário. De todo modo, vi ao meu lado milionários. Mesmo que eles estivessem em carros de luxo e com os seus aparelhos de ar-condicionado ligados, eles estavam, provavelmente, tão ansiosos quanto eu. O tempo é algo precioso para todos. O desejo de chegar no horário marcado é um objetivo comum. Não conheci ainda quem faz questão de chegar atrasado no compromisso. Então, enquanto o meu carro estava parado, fiquei ali reparando as buzinas dos ansiosos; o jeito arrogante daqueles que tentam passar na frente dos outros; os que tentam avançar nas atividades do trabalho no banco de trás; os que, simplesmente, observam o trânsito ou a natureza; e os que se divertiam enquanto esperavam (já que não havia muito a ser feito). Independente de como cada um reagia, todos tinham o mesmo problema: um congestionamento que poderia impactar seus compromissos.

O que quero dizer para você é que a vida tem dificuldades. Talvez se você olhar ao seu redor, os desafios dos seus colegas sejam maiores. Observe aquela mãe cansada que tenta equilibrar a vida profissional com uma rotina exaustiva para cuidar dos filhos. Às vezes, ela é uma mãe solteira ou tenha um marido que coopera pouco, seja porque tem muitas viagens à trabalho ou porque tem uma vida duvidosa. Note aquele rapaz no canto da sala, que acabou de saber que o pai está com câncer! Veja aquela menina que nasceu com uma doença congênita e tem dificuldade para visualizar seu próprio futuro, suas perspectivas! Observe o rosto triste e continuamente desolado daquele seu chefe que acabou de enterrar a mãe, após meses de coma! Pense, nesse momento, quantas pessoas estão desesperadas porque perderam um ente querido pelo inesperado coronavírus ou pela “costumeira” dengue.

Então, agora, queria te convidar para participar, mentalmente, de um evento com as pessoas que mais sofrem no mundo. Diga-me, com sinceridade, você iria?!

Às vezes, nos lamentamos demais por aquilo que não temos. Exageramos em sofrimentos que são passageiros, enquanto algumas pessoas vivenciam dores permanentes como a perda de alguém importante.

Conheço pessoas que mantém o sorriso no rosto, apesar das tempestades que vivenciam. Segundo a Neurociência, a própria atitude corporal positiva trará benefícios ao seu cérebro, sendo capaz de alterar o seu bem-estar. Literalmente, manter-se de pé diante das dificuldades vai te fazer sentir melhor do que se curvar para as primeiras tensões. É preciso reconhecer os percalços, as incertezas, os vazios; ao mesmo tempo em que se aprende a mudar a mentalidade para apreciar a vida. Ter um colo para chorar é ruim por um lado, mas é gostoso por outro. É preciso reconhecer a dor que traz a choro, mas notar a pessoa que te dá o colo. Evitar a negatividade é um caminho real para sair do vitimismo e alcançar melhores resultados. Consegue descansar a mente de pensar nos bloqueios e ver as alegrias que estão ao seu redor?

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