2017: um ano em que a escassez de recursos motivou empresas a investirem cada vez mais em sustentabilidade


2017 foi um ano que gerou um olhar mais atento sobre os recursos. A escassez gera uma preocupação que em tempos de abundância parece não existir. Esse ano, em muitos lugares, faltou energia ou água, recursos esses que, em um Brasil cheio de riquezas naturais, poucos imaginariam faltar. Embora ninguém goste da escassez, ela gera uma tomada de consciência sobre o que é finito. Ainda que não falte dinheiro para pagar a conta de água ou de luz, pode faltar o recurso.

Com taxas de desemprego altas, a crise econômica também abalou indivíduos, famílias, organizações e até mesmo algumas estruturas que pareciam inabaláveis. Empresas consolidadas ruíram, por falta de clientes ou pela dificuldade em manter o padrão com os mesmos preços.

Se o ano não foi de sucesso material, ainda assim ele pode ter gerado um novo olhar sobre questões que antes não eram percebidas como preocupações. Para quem enfrentou períodos de racionamento de água ou luz, este ano ofereceu oportunidades para aumentar sua consciência ambiental e buscar um padrão de vida mais sustentável. Para algumas grandes empresas, como Toyota, Ford, General Motors e o Grupo SHC, o aumento dos preços dos combustíveis foi um dos estímulos para desenvolver e ampliar seus mercados com a venda de automóveis híbridos, que combinam motor a combustão com motor elétrico, que não emite gases que poluem o ar.

Essa crescente preocupação em atuar com as melhores práticas de sustentabilidade corporativa tem sensibilizado empresas dos mais diversos setores. A Apple tem investido, cada vez mais, na fabricação de celulares, tablets ou computadores com recursos renováveis ou com material reciclado. Empresas nacionais e internacionais, como a Bauducco e a Nestlè, têm incentivado cada vez mais a reciclagem de suas embalagens, por meio de iniciativas alinhadas com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Na indústria da moda, tem se multiplicado iniciativas dedicadas à promoção da sustentabilidade, tais como a Fashion Revolution Week ou a Brasil Eco Fashion Week, que apoiam a difusão de produtos que juntam qualidade, inovação e beleza com boas práticas socioambientais.

A publicação canadense Corporate Knights lança anualmente o “Global 100”, ou seja, o ranking das 100 empresas mais sustentáveis do mundo. Em 2017, a lista foi liderada pela empresa alemã Siemens, mas a brasileira Natura colocou-se na 19ª posição e o Banco Santander Brasil na 60ª.

É um novo padrão de consciência, que motiva as empresas e a sociedade em geral a estabelecer metas em prol do bem estar humano e da conservação da natureza. Espera-se que esse engajamento em causas de interesse coletivo seja mantido em 2018 e além, e que cada vez mais pessoas e mais empresas atuem de forma sustentável!

Artigo de autoria de Adriana Lombardo, publicado na Coaching News 47 – Edição Especial de Natal.

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